quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

finalmente


só shiva sabe como não foi simples assim estar com ele. só shiva e nós. sabemos o que passamos até chegarmos aqui.

eu queria ter evitado uma série de coisas, mas não se pode ter tudo. queria ter evitado todo e qualquer sofrimento e ninguém pode dizer que não tentei. talvez de maneira torta, mas tentei. por pouco não fiz outras escolhas, muitas outras escolhas. apesar de termos passado por algumas situações de doer o peito e termos feito passarem também por essas situações, hoje eu sei que era inevitável. hoje eu sei que se eu o perdesse, perderia parte de mim, do que eu me tornaria.

quando olho pra ele não me arrependo de nada. quando o toco e sinto um arrepio estranho, sei que não fui egoísta por ter finalmente ficado com ele, porque, desculpem-me os que discordam, mas o amor não pode ser um erro em circunstância alguma.

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

(in)completo


é triste. é triste ver o seu sentimento tornar-se raiva, enquanto o meu mantém-se puro e soma-se à saudade.

me desculpe se não sou aquilo que você esperou. tentei não cometer erros, como nunca havia tentado com ninguém e, talvez, foi com quem eu mais os cometi. talvez tivesse sido esse o meu maior erro.

sei que você não entende os meus motivos. eu também não os entendo completamente. mas eu entendo você. talvez o amor não seja suficiente. é preciso um conjunto de coisas e sei que não sou capaz de dar a ninguém agora esse conjunto completo.

eu queria te dar tudo, justamente por respeitar você dessa maneira. talvez eu estivesse perto de ser capaz disso, nos dar uma relação que fosse um conjunto de coisas. mas esse 'talvez' é tão cruel, eu sei. como o tempo também o é.

de minutos em minutos me flagro lembrando de dias que não sei se voltarão. e eu vou ter que aprender a me virar sozinha de novo.

escrevo no blog ao invés de me dirigir a você por respeitar a distância que tanto preza agora. 'você segue e eu sigo', como disse, me surpreendendo mais uma vez.

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

(des)conhecido


...quando os lábios se confundem
e os corações se fundem
até um eterno desconhecido...

terça-feira, 23 de novembro de 2010

tempo, tédio e funeral


t eu amor é
e scasso como o tempo
m edido entre as tuas
p alavras párias.
o utra vez, terei que planejar a lenta vingança...

tempo!

t empo ocioso. vazio.
é tudo que tenho agora,
d epois do que você me fez.
i déia fixa e mais nada,
o stento a lembrança do teu funeral.

tédio!

domingo, 31 de outubro de 2010

(des)confusão


a melodia me entra pelos ouvidos através dos fones e atravessa direto pro coração. esse coração que não sabe de mais nada, porque fica dividido entre milhões de coisas ao mesmo tempo.

enquanto isso, flashes das suas palavras não me saem da cabeça. das palavras e dos toques. dos toques e dos carinhos. dos carinhos e da pulsação. e eu espero não me arrepender de ter aberto mão disso tudo. ou espero me arrepender. eu não sei. afinal, tenho eu certeza de alguma coisa nessa vida? nada.

se fosse pra ser egoísta, eu te deixava aqui pertinho. se fosse ao contrário, também te deixava aqui pertinho. mas eu não sou nenhum extremo, sem antes ser tudo que há entre. e depois disso, desconfundir a confusão, na teoria. e confundir a desconfusão, na prática.

guarde em você de mim a mulher por quem se apaixonou, que quer pra você com todas as forças o maior bem do mundo. e com a pureza desta lágrima, o maior amor do mundo.

vai ficar tudo bem.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

imaginário


- filha, por que você tá tão triste?
- ele me largou, mãe.
- quem?
- meu namorado imaginário.

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

toutes les choses réelles


je me mets dans vos mains
ce qui c'est passé était fou pour nous
je ne peux pas même parler de toutes les choses réelles
personne ne veut savoir, ni moi
maintenant je veux quitter cette terre
où aller je ne sais pas, mais
ce monde n'est pas le mien.

gê mê mét dã vô mãn
cê qui cê pássê êtê fú pur nú
gê nê pê pá mém parlê dê tút lê chôses reélle
persône nê vê savoár, ni moá
mãntnã gê vú quitê cêt têr
ú alê gê nê sê pá, mé
cê mônd nê pá lê miã.